Ataque com carro-bomba deixa 14 policiais mortos em Bannu, Paquistão

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Um atentado com carro-bomba em Bannu, distrito da província de Khyber Pakhtunkhwa, no Paquistão, resultou na morte de ao menos 14 policiais. O ataque ocorreu na noite de sábado, 9 de maio de 2026, e foi seguido por uma emboscada contra os agentes que foram enviados para reforçar a operação de resgate. As autoridades locais confirmaram a gravidade da situação, com detalhes sendo fornecidos por funcionários da polícia.

O ataque foi perpetrado por um homem-bomba que lançou um veículo carregado de explosivos contra um posto policial. Após a explosão, homens armados invadiram o local e abriram fogo. A estrutura do prédio foi severamente danificada, resultando no soterramento de alguns agentes. Equipes de resgate trabalharam durante horas para remover os escombros e localizar possíveis sobreviventes. Além das fatalidades, três policiais ficaram feridos durante o ataque.

Imagens que circularam após o atentado mostram o posto policial destruído, com veículos carbonizados e destroços espalhados pela área. Ambulâncias e equipes de emergência foram rapidamente mobilizadas para atender as vítimas, enquanto os hospitais da região foram colocados em estado de alerta máximo.

Um policial que preferiu não ser identificado relatou que os militantes atacaram inicialmente com o carro-bomba e, em seguida, dispararam contra os sobreviventes dentro do posto. Quando reforços foram enviados, os atiradores montaram uma emboscada contra as equipes de apoio. Relatos indicam que drones foram utilizados durante a ofensiva, sugerindo um planejamento mais elaborado por parte dos atacantes.

A autoria do ataque foi reivindicada pelo grupo Ittehad-ul-Mujahideen Pakistan, uma organização recém-formada que afirma reunir dissidentes, embora haja suspeitas de que funcione como uma fachada para o Tehrik-i-Taliban Pakistan (TTP). Este ataque ocorre em um contexto de aumento da violência militante no Paquistão desde o retorno do Talibã ao poder no Afeganistão, em 2021.

As tensões entre o Paquistão e o Afeganistão têm aumentado, com Islamabad acusando o governo afegão de abrigar membros do TTP em seu território, o que é negado por Cabul. Em fevereiro, confrontos na fronteira resultaram em uma onda de violência sem precedentes entre os dois países, incluindo bombardeios paquistaneses em supostas bases militantes no Afeganistão. Apesar de tentativas de negociação mediadas pela China em abril, confrontos esporádicos continuam a ocorrer na região.