Polícia Militar retira estudantes da Reitoria da USP: ação foi realizada durante a madrugada

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A Polícia Militar retirou os estudantes que ocupavam a Reitoria da Universidade de São Paulo (USP), no campus Butantã, na Zona Oeste da capital paulista. A ação foi realizada durante a madrugada, quando estudantes estavam reivindicando a reabertura de diálogo com o reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado.

Entre as demandas, estão o aumento no valor pago pelo Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), melhorias nas moradias estudantis e também nos restaurantes universitários, conhecidos como bandejões. O movimento começou após os funcionários da universidade entraram em greve no dia 15 de abril em busca de aumento de salários.

Os servidores chegaram a acordo e já retomaram as atividades, mas o movimento dentro da universidade seguiu com a reinvindicação dos estudantes, que negociaram os pedidos com a reitoria, com alguns avanços. Os alunos pedem a reabertura das negociações, encerradas na última semana.

A ocupação já passava de 60 horas e não havia qualquer sinal de violência ou grave ameaça a qualquer pessoa, mas a operação ocorreu fora do horário de funcionamento administrativo, e a todo momento houve acompanhamento policial.

A Polícia Militar usou cassetetes e gás lacrimogêneo, deixando estudantes feridos. Ao menos quatro estudantes foram detidos e estão sendo encaminhados ao 7º Distrito Policial, na Zona Oeste da capital paulista.

O DCE USP questionou por que a Polícia Militar esperou a madrugada, quando estudantes dormiam, para realizar a operação. Por que não houve mediação? Por que os estudantes foram detidos e não há transparência? Por que objetos pessoais estão sendo vasculhados de forma arbitrária?