A SLC Agrícola concretizou um acordo com o Grupo Radar para a compra de 8,9 mil hectares de terras cultiváveis localizadas em Mato Grosso, com uma transação avaliada em R$ 669,0 milhões. O anúncio foi realizado na última quinta-feira (9) e marca o exercício do direito de preferência da SLC sobre o portfólio de imóveis rurais conhecido como Bloco Mato Grosso, que teve início em junho. Esta aquisição refere-se a áreas que já eram cultivadas pela SLC através de contratos de arrendamento.
O Bloco Mato Grosso originalmente abrangia aproximadamente 41,2 mil hectares, dos quais 28 mil hectares eram cultiváveis. Após negociações com outros arrendatários que também exerceram o direito de preferência, as áreas foram redistribuídas entre os compradores. Do total acordado, R$ 255,2 milhões serão pagos na assinatura do contrato, com o restante, que soma R$ 413,9 milhões, vencendo em 30 de outubro de 2026.
A transação inclui benfeitorias operacionais avaliadas em cerca de R$ 29,7 milhões, englobando silos e uma unidade de beneficiamento de algodão. Excluindo as estruturas já instaladas, o valor da terra nua é estimado em R$ 639,3 milhões, o que representa aproximadamente R$ 72 mil por hectare cultivável.
Atualmente, a SLC Agrícola já realiza o cultivo de 17,6 mil hectares na região, com plantações de soja, milho e algodão, adotando um sistema de rotação de culturas e segunda safra. Com a finalização do negócio, a empresa passará a ser proprietária de 8,9 mil hectares, enquanto 8,7 mil hectares do bloco original continuarão sob regime de arrendamento, assegurando a manutenção do potencial produtivo na área.
Ivo Brum, diretor financeiro e de relações com investidores da SLC Agrícola, ressaltou que essa aquisição reforça a estratégia de crescimento da empresa, que busca manter disciplina financeira e foco na geração de valor a longo prazo. Brum enfatizou que a compra envolve uma área com características produtivas já conhecidas e infraestrutura existente, o que contribui para aumentar a eficiência e trazer previsibilidade à execução das atividades agrícolas.
A conclusão da compra depende do cumprimento de condições estabelecidas nos documentos oficiais, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).





