Espanha mantém defesa imbatível e busca semifinal na Copa do Mundo

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A seleção da Espanha se destaca na Copa do Mundo de 2026 ao ser a única equipe que ainda não foi vazada, acumulando cinco partidas sem sofrer gols. Sob a direção de Luis De La Fuente, a Roja tem encontrado na sua defesa a principal força para avançar na competição, apresentando um desempenho defensivo sólido que será posto à prova contra a Bélgica, nesta sexta-feira (10), às 16h (de Brasília), pelas quartas de final.

A trajetória da Espanha até aqui inclui um empate sem gols com Cabo Verde, além de vitórias sobre Arábia Saudita (4 a 0), Uruguai (1 a 0), Áustria (3 a 0) e Portugal (1 a 0). Este desempenho defensivo notável permitiu que o goleiro Unai Simón estabelecesse um novo recorde histórico, alcançando 609 minutos sem ser vazado em Copas do Mundo, superando a marca anterior de 517 minutos do italiano Walter Zenga, que datava de 1990.

A eficiência defensiva da Espanha é resultado de um sistema de jogo que prioriza a pressão alta e a recuperação rápida da bola, minimizando as oportunidades de ataque dos adversários. Quando necessário, a equipe se organiza em linhas compactas, com forte proteção no meio-campo, onde Rodri se destaca como um elemento crucial para a proteção da defesa.

A linha defensiva, composta por Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte e Cucurella, tem mostrado grande coesão, dificultando a criação de chances claras para os oponentes. Durante os cinco jogos da Copa, Unai Simón teve que realizar apenas nove defesas, refletindo a eficácia do trabalho coletivo em sua proteção.

Comparando com outras seleções que avançaram para as quartas de final, a Espanha se destaca: a França sofreu dois gols, enquanto Suíça e Marrocos permitiram três, e Argentina, Bélgica e Inglaterra foram vazadas cinco vezes cada uma, com a Noruega sofrendo nove gols. A seleção espanhola, por sua vez, permanece zerada até o momento.

Após as eliminações nas oitavas de final em 2018 e 2022, a Roja busca reverter sua sorte e reencontrar a fórmula que a levou ao título em 2010, que se baseava em controle, paciência e uma defesa robusta. O confronto contra a Bélgica é uma oportunidade para a equipe transformar sua barreira defensiva em um passaporte para a semifinal contra a França.