Na madrugada de sábado (11), Donald Trump utilizou suas redes sociais para fazer uma declaração alarmante em relação ao governo iraniano, afirmando que o Irã seria "dizimado e destruído" se tentasse matá-lo. A declaração surge após uma notificação da inteligência israelense que indicou um possível plano iraniano para assassiná-lo.
Trump destacou que mil mísseis estão prontos para serem lançados contra a República Islâmica, com a possibilidade de milhares de outros serem disparados imediatamente caso o governo iraniano concretize sua ameaça de assassinar o presidente dos Estados Unidos. Ele se definiu como o "alvo número um" na lista de possíveis assassinatos do regime iraniano e enfatizou a necessidade de "remover o câncer logo no início" para garantir a segurança da liderança americana.
O clima de tensão já se reflete nas operações militares, com o porta-aviões USS Abraham Lincoln mobilizando caças armados e pilotos treinando para possíveis ataques. Alvos estratégicos, como a Ilha de Kharg, que é crucial para o fornecimento de petróleo do Irã, já foram alvo de bombardeios em março e permanecem sob vigilância constante.
Trump anunciou também o fim do cessar-fogo com o Irã, que se tornou efetivo após o início do conflito entre os dois países no final de fevereiro. Apesar da escalada militar, autoridades americanas ainda tentam manter canais de comunicação para evitar um conflito em grande escala antes de agosto.
Membros da inteligência dos EUA permanecem cautelosos, avaliando se a informação fornecida por Israel tem como objetivo influenciar Trump a adotar uma postura militar mais agressiva contra Teerã. Embora EUA e Israel tenham colaborado em bombardeios na região, existem divergências entre eles quanto à condução do conflito.
Enquanto a administração Trump busca encerrar a guerra rapidamente, especialmente devido a pressões internas, o governo de Benjamin Netanyahu parece ter um interesse maior em prolongar o conflito, tanto com o Irã quanto com o grupo terrorista Hezbollah, que opera a partir do Líbano. Ambos são críticos da existência de Israel e de suas políticas na região.





