Na trajetória das 22 edições da Copa do Mundo, apenas três finais terminaram empatadas após os 120 minutos de jogo, resultando na necessidade de cobranças de pênaltis para decidir o campeão.
As decisões que foram para os pênaltis ocorreram em 1994, 2006 e 2022, envolvendo seleções que se destacaram e deixaram marcas indeléveis na história do futebol. A primeira vez que esse cenário se apresentou foi na final entre Brasil e Itália, onde a tensão e a expectativa foram palpáveis até o último instante.
No jogo realizado em 1994, no Estádio Rose Bowl, nos EUA, o Brasil buscava seu tetracampeonato e, após um jogo equilibrado sem gols, a disputa foi para os pênaltis. Sob a liderança de Carlos Alberto Parreira e com estrelas em campo como Romário e Bebeto, o Brasil quebrou um jejum de 24 anos sem títulos mundiais. A defesa do goleiro Taffarel e o famoso chute por cima do travessão de Roberto Baggio selaram a vitória brasileira.
Em 2006, a final foi marcada por um confronto entre Itália e França, na qual Zinedine Zidane abriu o placar com um gol de pênalti. O empate veio rapidamente com Marco Materazzi, e o jogo se tornou ainda mais dramático com a expulsão de Zidane após um incidente com Materazzi. Nos pênaltis, a Itália se destacou, convertendo todas as cobranças, enquanto David Trezeguet viu sua cobrança acertar a trave. A vitória foi confirmada pelo lateral Fabio Grosso, que fez o gol decisivo.
A última decisão em pênaltis aconteceu em 2022, em uma final eletrizante entre Argentina e França no Estádio Lusail. A partida teve reviravoltas emocionantes, com Ángel Di María colocando a Argentina em vantagem. Kylian Mbappé, no entanto, deu um show ao marcar dois gols em sequência, levando a partida para a prorrogação. Messi e Mbappé continuaram a brilhar, e após uma defesa crucial do goleiro Emiliano Martínez, a disputa foi para os pênaltis. Com um desempenho impecável, Martínez parou cobranças de Coman e Tchouameni, enquanto Gonzalo Montiel selou o tricampeonato argentino.
Essas finais, decididas em pênaltis, não apenas mostraram a habilidade dos jogadores em momentos de pressão, mas também deixaram legados que serão lembrados por gerações. Os protagonistas dessas partidas, como Romário, Zidane e Messi, se tornaram ícones do futebol mundial, e seus feitos em Copas do Mundo são relembrados com emoção pelos fãs ao redor do planeta.




