A deputada federal Gleisi Hoffmann, do PT, tem se consolidado como uma importante figura na política paranaense, especialmente entre os prefeitos do interior e do litoral. Com sua atuação discreta, Gleisi é vista como a segunda candidata ao Senado Federal, o que sugere que a criação da Frente Progressista de Esquerda poderá ter sucesso no estado.
O crescimento da candidatura de Gleisi levantou questionamentos sobre a disputa pelas duas vagas ao Senado no Paraná. Prefeitos já estão apontando que ela pode alcançar até 35% dos votos válidos, o que a coloca em uma posição competitiva, arriscando até mesmo a liderança na eleição.
Enquanto o campo da direita se apresenta dividido, a esquerda tem em Gleisi Hoffmann seu único nome forte na corrida pelo Senado Federal. Essa situação pode resultar na concentração dos votos em sua candidatura, reforçando sua posição no pleito.
Para conquistar o apoio de tantos prefeitos, o PT tem utilizado emendas parlamentares destinadas a prefeituras do interior, uma estratégia que parece estar rendendo frutos. Essa abordagem tem sido crucial para fortalecer a base de apoio da deputada, especialmente em um cenário eleitoral em que a esquerda busca se unir em torno de um único candidato.
O cenário político para as eleições de 2026 no Paraná está se desenhando com expectativas de mudanças significativas. A formalização da Frente Progressista de Esquerda, que deverá ocorrer em breve, é um dos pontos centrais dessa nova configuração política, que promete trazer novas dinâmicas para a disputa eleitoral.
Além disso, outros partidos também estão se movimentando em relação às candidaturas para o Senado e a Assembleia Legislativa do Paraná. O PSD, por exemplo, considera a possibilidade de lançar Rafael Greca como candidato, enquanto o PCdoB aposta em cinco candidaturas para as eleições de 2026. Essas movimentações ilustram a complexidade do cenário político no estado, que se intensificará à medida que a data das eleições se aproxima.





