Deltan Dallagnol busca garantir candidatura ao Senado através da Justiça Eleitoral

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Deltan Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato, ingressou com uma ação no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) com o intuito de confirmar sua possibilidade de concorrer ao Senado nas eleições de outubro. A ação visa esclarecer se ele está inelegível para o pleito.

Os advogados de Dallagnol argumentam que, em 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconheceu a existência de fraude à lei no registro de candidatura do ex-procurador. No entanto, essa decisão não resultou na aplicação do fator de inelegibilidade, o que levanta questões sobre sua elegibilidade atual.

De acordo com a legislação, o porta-voz do Novo deveria ser penalizado na Justiça caso houvesse uma condenação em segunda instância. Entretanto, essa condenação não ocorreu, nem mesmo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). As penalidades máximas nas ações contra Dallagnol no órgão se restringem a censura ou suspensão, sem previsão de demissão.

A expectativa de Dallagnol é que a Justiça Eleitoral se pronuncie rapidamente sobre sua situação, considerando a proximidade das eleições. O desfecho desse processo poderá influenciar não só sua trajetória política, mas também o cenário eleitoral no Paraná.

Além disso, é importante observar que, com o avanço das discussões políticas para 2026, outras candidaturas estão sendo articuladas. O PSD, por exemplo, já considera a possibilidade de lançar Rafael Greca, enquanto o PCdoB está apostando em cinco candidaturas para o mesmo ano. O movimento da Frente Progressista de Esquerda também está em fase de formalização, a ser finalizada em breve.

Com esse contexto eleitoral em andamento, Deltan Dallagnol se posiciona como um dos protagonistas nas articulações políticas, aguardando a decisão do TRE-PR para definir seu futuro nas eleições de outubro.