Maringá se encontra em um período especial de florada dos ipês-roxos, que transforma a Cidade Canção em um belíssimo cenário. A profusão de flores nas copas das árvores colore ruas, avenidas e parques, criando verdadeiros tapetes de pétalas que encantam os moradores e visitantes. Este espetáculo duradouro pode ser observado por até 20 dias, contribuindo para uma renovação na paisagem urbana.
Reconhecido como árvore-símbolo ecológica de Maringá pela Lei Municipal nº 7.357/2026, o ipê-roxo é a espécie mais representativa do município, com 9.693 exemplares, segundo o Instituto Ambiental de Maringá (IAM). Em comparação, as árvores amarelas somam 2.702, as brancas 3.672 e as rosas 1.819. Durante este estágio de floração, as árvores perdem grande parte de suas folhas, concentrando esforços na produção de flores.
O engenheiro florestal Maurício Bonesso Sampaio destaca a importância dos ipês-roxos no ecossistema local, ressaltando que a florada fornece alimento para a fauna, incluindo abelhas nativas e aves como beija-flores. Além da contribuição estética, as flores ajudam a promover um estado de bem-estar psicológico na população, aproximando os cidadãos da natureza.
As árvores, além de embelezar a cidade, desempenham funções vitais como a oferta de sombra, a diminuição da temperatura e a ampliação da umidade do ar. Segundo Sampaio, troncos e folhas desempenham um papel crucial na filtragem de partículas de poeira e na retenção de poluentes, tornando a arborização uma aliada da saúde pública e das mudanças climáticas.
O diretor-presidente do Instituto Ambiental de Maringá, José Roberto Behrend, afirma que a florada dos ipês-roxos reforça a identidade da cidade com suas áreas verdes. Ele enfatiza que as árvores não apenas embelezam, mas são fundamentais para a preservação ambiental e o aumento da arborização urbana.
Os ipês-roxos podem ser observados em diversas regiões da cidade, com destaque para as avenidas Tiradentes, XV de Novembro, Brasil, Herval, São Paulo, Juscelino Kubitschek, Mandacaru, Curitiba, Cerro Azul e Gastão Vidigal. Também são visíveis no entorno do Parque do Ingá, no Bosque II e no Parque das Grevíleas.





