O jogo entre Remo e Santos, realizado na terça-feira (4), nas oitavas de final da Copa do Brasil, foi marcado por tensões e protestos por parte da diretoria do clube paraense. O árbitro Anderson Daronco, responsável pela partida, relatou em sua súmula os xingamentos recebidos após a eliminação do Remo, com destaque para a crítica do supervisor Diego Ziegg, que se referiu ao árbitro de vídeo dizendo: "Daronco, o VAR tá te f…".
A insatisfação da equipe do Remo estava diretamente relacionada à expulsão do zagueiro Marllon, decisão que gerou descontentamento e levou a protestos verbais por parte dos membros uniformizados do clube. O clima de hostilidade se intensificou ao final da partida, quando Daronco e sua equipe precisaram da intervenção de seguranças para garantir uma saída pacífica da zona mista.
Daronco descreveu que, durante sua passagem pelo túnel, diversas pessoas associadas ao Remo proferiram ofensas à arbitragem, gritando palavras como "ladrão, sem vergonha" e fazendo gestos de roubo. A situação exigiu a presença de seguranças, que atuaram para conter qualquer tentativa de agressão.
Apesar das confusões, o relato do árbitro não menciona a polêmica envolvendo Neymar, que ocorreu na entrada do vestiário do estádio do Mangueirão, em Belém do Pará. O episódio reforça a tensão que permeou a partida, evidenciando a insatisfação dos clubes envolvidos com as decisões tomadas durante o jogo.
A eliminação do Remo na Copa do Brasil, somada às críticas à arbitragem e ao VAR, levanta questões sobre a postura de clubes e árbitros em situações de pressão e o impacto das decisões de vídeo no desenrolar das partidas. A repercussão dos eventos deve ser acompanhada nas próximas semanas, à medida que as equipes se preparam para seus próximos desafios no campeonato.





