William Orbit, destacado produtor musical britânico, faleceu em 23 de julho, aos 69 anos, em sua residência. A informação foi compartilhada por familiares e amigos através de um comunicado oficial nas redes sociais nesta sexta-feira (7). A causa do falecimento não foi especificada.
No comunicado, os familiares expressaram sua tristeza, afirmando que "ele fará muita falta para nós e para tantos cujas vidas ele tocou por meio de sua música, amizade e gentileza". Orbit era amplamente reconhecido por sua habilidade em mesclar a sonoridade eletrônica com o pop e o rock, consolidando uma carreira internacional de grande relevância ao longo das últimas décadas.
Entre suas colaborações mais notáveis está o álbum Ray of Light (1998), da cantora Madonna, que gerou sucessos como Frozen e The Power of Goodbye. O trabalho rendeu à artista três prêmios Grammy em 1999. Madonna, em recordações sobre a produção, descreveu Orbit como um "gênio completamente maluco" e ressaltou a dinâmica criativa que tinham no estúdio, onde ele frequentemente explorava novas direções musicais.
Além de Madonna, William Orbit também trabalhou com a banda Blur, produzindo o álbum 13, e com o grupo All Saints, no hit Pure Shores, que alcançou o primeiro lugar nas paradas britânicas. Sua colaboração com artistas renomados como U2 e Pink também é parte significativa de sua trajetória musical.
Na sua carreira solo, Orbit lançou uma versão eletrônica de Adagio for Strings, de Samuel Barber, que fez sucesso no Reino Unido em 1999, alcançando o top 5. Seu álbum mais recente, The Painter, foi lançado em 2022.
Nascido William Wainwright em 1956, no norte de Londres, Orbit abandonou os estudos aos 16 anos para se dedicar à música. Na década de 1980, ele fundou o trio de música eletrônica Torch Song, antes de se destacar no mercado pop. Em entrevistas, o produtor abordou os desafios pessoais que enfrentou, incluindo o uso de substâncias e questões de saúde mental, afirmando que encontrou estabilidade após superar esses problemas em 2021.





