O Ministério das Relações Exteriores do Irã fez uma grave acusação contra os Estados Unidos, afirmando que o país promove uma nova forma de 'terrorismo econômico' por meio de sanções que foram anunciadas recentemente. De acordo com a chancelaria iraniana, essas medidas não apenas violam a Carta das Nações Unidas, mas também transgridem o direito internacional e os direitos humanos fundamentais.
As sanções, conforme exposto pelo ministério, constituem uma violação da soberania nacional e do direito à autodeterminação, além de contrariarem decisões e princípios internacionais que defendem a não intervenção. Teerã considera que a política adotada pelos EUA visa 'impor sofrimento e dor ao povo do Irã', caracterizando essa situação como um possível 'crime contra a humanidade'.
Além disso, a chancelaria iraniana lembrou uma decisão da Corte Internacional de Justiça de 2018, que determinou a remoção de barreiras a transações relacionadas a bens humanitários, incluindo alimentos, medicamentos e equipamentos médicos. O governo de Teerã fez um apelo para que outras nações se abstenham de apoiar as sanções americanas, advertindo que tal colaboração equivaleria a uma cumplicidade nas ações ilegais dos EUA.
O ministério iraniano se comprometeu a utilizar 'todas as suas capacidades' para combater o que descreveu como uma agressão militar e econômica, referindo-se a essa situação como uma 'guerra híbrida americano-sionista'. Em uma declaração adicional, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, sinalizou que a possibilidade de retomar negociações com os EUA não está descartada, mas enfatizou que isso depende da construção de confiança e da retirada da pressão sobre Teerã.
A tensão entre Irã e EUA continua a ser um ponto central nas relações internacionais, com implicações significativas para a estabilidade regional e global. O governo iraniano reafirma sua posição de resistência e busca apoio internacional contra as sanções que considera injustas e prejudiciais ao seu povo.





