O modelo de disc-jóquei, que ganhou destaque No Brasil no final da década de 1950, foi inspirado em profissionais dos Estados Unidos. Esses apresentadores eram responsáveis por tocar os últimos lançamentos musicais, mas rapidamente ultrapassaram essa função ao começarem a comentar a qualidade das músicas que exibiam. Entre os nomes que se notabilizaram nesse cenário, destacam-se Luiz Aguiar, Walter Silva, Enzo de Almeida Passos e Fausto Macedo.
Durante o auge dessa nova tendência, a crítica musical se tornou um verdadeiro espetáculo à parte. Disc-jóqueis que se destacavam por suas análises mais ácidas e provocativas conquistavam a audiência de forma impressionante. Nesse contexto, Alfredo Borba e José Fernandes se tornaram ícones, sendo que o último era conhecido por suas críticas ferrenhas, que muitas vezes incluíam a correção de erros gramaticais nas letras das músicas, não importando se os autores eram famosos ou desconhecidos.
Zé Fernandes, natural de Divinópolis, teve uma carreira marcada por esse estilo provocador até sua morte em 1979, aos 54 anos. Seu legado no rádio permanece, refletindo uma era em que o mau humor se tornou uma marca registrada dos profissionais da comunicação musical.
A Bandeirantes se destacou como uma das emissoras que abrigou esses disc-jóqueis, criando um espaço onde a música e a crítica se entrelaçavam em uma experiência única para os ouvintes. Com a evolução do rádio, a figura do disc-jóquei se transformou, mas a essência da crítica e do humor ácido ainda ressoa na memória do público.
Em suma, a história dos disc-jóqueis No Brasil é um testemunho de como a música e a crítica podem caminhar juntas, gerando não apenas entretenimento, mas também reflexão e debate entre os ouvintes.





