Coritiba planeja mudanças estruturais em seu estatuto e na próxima eleição

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O Coritiba se prepara para implementar uma reforma significativa em sua estrutura de administração, com uma proposta que já avançou internamente e agora será submetida à votação dos associados em uma Assembleia Geral. A expectativa é que a votação ocorra em setembro, embora a data exata ainda não esteja definida. Caso os sócios aprovem a nova redação, as mudanças afetarão diretamente a estrutura política do clube e a próxima eleição da associação.

Esta reforma vem sendo discutida ao longo dos últimos anos e ganhou relevância após a transformação do futebol do Coritiba em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), modelo que foi adotado pelo clube em 2023. Uma das principais alterações propostas é a redução do número de integrantes na diretoria, que atualmente é composta pelo G5, com cinco membros indicados pela chapa vencedora. Com a nova proposta, essa composição será reduzida para um G3, permitindo que a chapa vencedora indique apenas três nomes para a Diretoria Executiva.

Outra mudança significativa refere-se ao Conselho Deliberativo, que passará a ter um número reduzido de conselheiros, caindo de 150 para 100. Essa alteração não só diminui o tamanho do colegiado, mas também transforma a composição política da associação para os próximos mandatos. O novo estatuto ainda estabelece que o mandato dos conselheiros atuais terminará em 31 de dezembro de 2027, com um novo período de quatro anos a partir do próximo ciclo eleitoral.

A proposta também inclui a extinção do Conselho Consultivo, um dos aspectos mais simbólicos da reforma. Se a nova redação for aprovada pelos associados, esse órgão deixará de existir, sinalizando uma reestruturação significativa na governança do clube.

A atual presidente da associação, Marianna Libano, destaca-se como a primeira mulher a ocupar o cargo na história do Coritiba. Sua gestão ocorre em um momento crucial, marcado por importantes mudanças no clube, incluindo o retorno à Série A do Campeonato Brasileiro e a conquista do título da Série B. Agora, a administração está envolvida em uma nova fase, com a possibilidade de aprovação de um estatuto que pode impactar a estrutura política da associação.

A decisão final sobre a reforma caberá aos associados, que terão a palavra em Assembleia Geral. Se aprovada, a reforma poderá resultar em uma nova configuração administrativa e eleitoral para o Coritiba, com um número menor de integrantes na diretoria, redução no Conselho Deliberativo e a extinção do Conselho Consultivo. Essa reformulação pode ser uma das mais significativas já realizadas pelo clube desde sua transformação em SAF.