Novo marco regulatório eleva segurança e confiança no mercado de ativos digitais no Brasil

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A nova regulamentação do mercado de ativos digitais no Brasil representa um passo significativo para fortalecer a economia digital no país. O Banco Central assumiu a responsabilidade pela supervisão das prestadoras de serviços de ativos virtuais, estabelecendo um marco regulatório que inclui regras para autorização, governança, transparência e proteção ao investidor. Com isso, busca-se criar um ambiente mais seguro e confiável para empresas, consumidores e investidores institucionais.

Entre as principais diretrizes, a legislação define critérios claros e objetivos para o funcionamento de empresas que trabalham com criptomoedas e ativos virtuais. As firmadas podem ser exigidas a implementar mecanismos de governança corporativa, gestão de riscos, segurança cibernética e prevenção à lavagem de dinheiro. Além disso, devem garantir a transparência na prestação de informações e controles adequados para a custódia dos ativos. Essa mudança reduz a insegurança jurídica que antes permeava o setor e proporciona maior previsibilidade às operações no mercado.

De acordo com Pedro Torres, Head Jurídico da OnilX, a confiança dos investidores não depende apenas da criação das normas, mas da transformação de princípios em obrigações objetivas e fiscalizáveis. Ele destaca que regras claras sobre quem pode atuar no mercado, os requisitos a serem atendidos e as responsabilidades das empresas estabelecem parâmetros mais seguros para a avaliação das plataformas.

Um dos avanços mais significativos da nova regulamentação é a exigência de autorização das prestadoras de serviços de ativos virtuais pelo Banco Central. As empresas devem não apenas demonstrar capacidade econômico-financeira e estrutura tecnológica, mas também estarão sujeitas a supervisão contínua da autoridade monetária. Esse mecanismo torna mais difícil a atuação de operadores que não possuam a infraestrutura adequada e aumenta a responsabilização em casos de não cumprimento das normas.

Outro aspecto importante é a exigência de segregação patrimonial dos ativos dos clientes. Essa medida é considerada fundamental para aumentar a proteção dos investidores no mercado de ativos digitais. A regulamentação aproxima o Brasil das melhores práticas internacionais, ao estabelecer critérios claros para autorização, supervisão, governança e proteção dos investidores. Um ambiente regulatório previsível pode estimular novos investimentos e promover o crescimento do setor, desde que as regras sejam aplicadas de maneira equilibrada, garantindo a concorrência e a inovação.

Apesar das melhorias, o fortalecimento do mercado está vinculado à eficácia da supervisão regulatória e à evolução do entendimento dos investidores sobre ativos digitais. A implementação uniforme das normas, juntamente com a educação financeira e a conscientização sobre os riscos do mercado, é crucial para aumentar a confiança dos participantes e impulsionar o crescimento sustentável do ecossistema de ativos virtuais no Brasil.