As tempestades que atingiram o Paraná nas últimas semanas causaram danos significativos à rede elétrica, resultando em diversas propriedades rurais sem fornecimento de energia. Apesar da promessa da Copel de atendimento prioritário, os agricultores e pecuaristas têm enfrentado atrasos no restabelecimento do serviço, além de falhas no atendimento e riscos crescentes de prejuízos no setor.
De acordo com informações do Sistema Faep, regiões como Xambrê, Perobal e Rondon, localizadas no Noroeste do estado, contam com mais de 100 produtores sem Energia Elétrica desde o temporal ocorrido em 31 de agosto. Essa situação tem gerado perdas consideráveis na produção de leite devido à falta de refrigeração.
O presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, destacou que a entidade tem cobrado da Copel a necessidade de serviços e investimentos que assegurem um fornecimento de Energia Elétrica estável e um atendimento que considere a urgência das atividades rurais. Ele mencionou que em setores como piscicultura, avicultura, suinocultura e bovinocultura de leite, a interrupção do fornecimento por poucas horas pode resultar em mortalidade de animais e descartes de produção, além de custos elevados com geradores.
Meneguette expressou sua insatisfação com a situação, afirmando que a falta de ações efetivas por parte da Copel é inaceitável. O Sistema Faep também orienta os produtores a formalizarem suas reclamações na plataforma Consumidor.gov.br, ressaltando a importância de registrar os números dos protocolos abertos nos canais da Copel. Esses registros são fundamentais para a formação dos indicadores acompanhados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), ajudando a medir a frequência e a duração das falhas no fornecimento de energia no meio rural.
Desde 2024, a FAEP tem acompanhado os problemas relacionados ao fornecimento de energia, reunindo relatos de sindicatos rurais de diversas regiões. Esse levantamento culminou em um ofício enviado à Copel, ao governo estadual e aos deputados estaduais, solicitando providências imediatas.
Em uma reunião realizada em janeiro de 2025, representantes da Copel se comprometeram a enfrentar os problemas de quedas e oscilações no fornecimento. No entanto, como as dificuldades persistiram, a mobilização da FAEP se intensificou ao longo de 2026.





