A situação se complica ainda mais devido a um desdobramento explosivo: após Mendonça levantar o sigilo das investigações que envolvem Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, Moraes divulgou partes de um relatório de inteligência da Polícia Federal. Essa revelação intensifica a crise, uma vez que a utilização de informações de inteligência em disputas entre membros da alta cúpula do Judiciário levanta questionamentos sobre a linha entre o interesse público e as disputas institucionais.
A Polícia Federal tem a função de investigar crimes e produzir inteligência, não deve ser arrastada para conflitos de poder entre autoridades. O Executivo, independentemente do governo em exercício, tem o direito constitucional de contestar decisões judiciais pelos meios previstos na Constituição.
A missão de Edson Fachin se torna, portanto, ainda mais complexa: evitar que, em meio a essa batalha entre grandes figuras, as instituições saiam prejudicadas. Quando ministros do STF, o governo e a cúpula da Polícia Federal se envolvem em um conflito direto, a preocupação não está apenas em quem sairá vitorioso, mas no que restará após o fim dessa disputa.





