Gernote Gilberto Kirinus faleceu na terça-feira, dia oito de setembro de 2026, aos 78 anos. O ex-deputado estadual do Paraná e pastor foi uma figura marcante na trajetória política e social de Marechal Cândido Rondon e do Oeste paranaense.
Nascido em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul, Kirinus chegou à região em 1975 para assumir o pastorado da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) no distrito de Entre Rios do Oeste, que na época pertencia a Marechal Cândido Rondon. Sua trajetória na região foi marcada pela aproximação da atividade religiosa com a defesa de pautas sociais e a participação política.
Como pastor e, posteriormente, secretário-geral da Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Paraná, Kirinus atuou em defesa dos agricultores que enfrentavam os impactos da construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu. A formação do reservatório da hidrelétrica trouxe profundas mudanças na região, afetando comunidades rurais que precisaram deixar suas propriedades.
Diante desse cenário, ele esteve à frente de mobilizações que buscavam melhores condições nas negociações relacionadas às desapropriações e ao reassentamento das famílias afetadas. Sua atuação junto aos agricultores o levou a se destacar no debate público e, eventualmente, a ingressar na política institucional.
Como deputado estadual, Gernote Kirinus manteve o foco em questões ligadas ao campo e às demandas sociais, características que se tornaram marcas registradas de seu trabalho. Sua trajetória está intimamente ligada a um período de transformações significativas no Oeste do Paraná.
O falecimento de Gernote Kirinus encerra uma jornada que mesclou atividade pastoral, defesa dos trabalhadores rurais e vida pública. Sua contribuição será sempre lembrada em Marechal Cândido Rondon, especialmente em relação aos movimentos sociais que discutiram os impactos da formação do lago de Itaipu.





