A 17 dias da eleição marcada para 4 de outubro, o clima no comitê de Sandro Alex, candidato pelo PSD, é de apreensão. Os militantes da sua candidatura demonstram descontentamento, refletindo uma preocupação com o fato de que alguns concorrentes estão evitando mencionar o nome do candidato ungido ao governo do Paraná. Essa situação revela uma tensão crescente dentro da aliança de Alex, que se vê pressionada a reagir na reta final da campanha.
Em contraste, a equipe de Sergio Moro, que concorre pelo PL, vive um momento de otimismo. Os assessores relatam que o telefone do ex-juiz da Lava Jato não para de tocar, com diversas ofertas de apoio e colaboração, incluindo de prefeitos. Essa mobilização em torno de Moro evidencia uma dinâmica favorável ao seu projeto eleitoral, aumentando a pressão sobre os concorrentes.
Para que Sandro Alex consiga mudar a atual trajetória da eleição no Paraná, que tem se consolidado desde 2010, sua equipe precisará apresentar uma proposta impactante. Até o momento, as ações vistas nos programas eleitorais têm sido consideradas pouco eficazes, comparadas às expectativas de uma campanha que possa desidratar a candidatura de Sergio Moro.
A disputa acirrada entre os candidatos reflete não apenas a busca por votos, mas também a luta por visibilidade e apoio político em um cenário que promete surpresas. O desempenho nas próximas semanas será crucial para definir o panorama eleitoral no estado, especialmente considerando a possibilidade de mudanças inesperadas nas alianças e estratégias de campanha.
Nesse contexto, a eleição pode não apenas refletir as preferências do eleitorado, mas também provocar reconfigurações importantes nas relações políticas do Paraná. A expectativa é de que os próximos dias sejam decisivos para os candidatos, que buscam angariar apoio e fortalecer suas bases eleitorais.





