Eleição 2026: candidata a deputada estadual é alvo de operação do Gaeco em Campo Largo

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A candidata a deputada estadual Mariane Aparecida Mazzon, do partido Missão, foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) nesta quinta-feira (17), em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.

A ação faz parte da Operação Resgate, que cumpriu mandados de busca e apreensão em diferentes endereços relacionados à candidata, familiares, empresas e ao Instituto SOS 4 Patas, entidade da qual Mariane é responsável.

Documentos policiais obtidos pela imprensa apontam que as equipes realizaram diligências em diversos imóveis durante o cumprimento das ordens judiciais.

Investigação tramita em sigilo

As apurações estão sob segredo de Justiça. Até o momento, o Ministério Público do Paraná (MPPR) não divulgou quais fatos estão sendo investigados nem quais possíveis crimes motivaram a operação.

Entre os alvos de um dos mandados estavam Mariane Aparecida Mazzon, Celso Luiz Mazzon e Agostinho Mazzon. Durante a ação, celulares e outros materiais considerados relevantes para a investigação foram recolhidos e encaminhados à Promotoria de Justiça de Campo Largo.

Em um dos endereços, havia ainda mandados relacionados a uma empresa e a outra pessoa. Segundo o registro policial, a empresa teria encerrado as atividades, embora ainda não tivesse sido oficialmente baixada. Já a outra pessoa indicada no mandado não residia no local. Por essas razões, as buscas referentes a esses dois alvos não foram realizadas.

Outro imóvel também foi vistoriado, com a apreensão de um aparelho celular. Conforme o boletim de ocorrência, não foram encontrados materiais ilícitos no local.

Buscas também ocorreram em locais que abrigam animais

A operação incluiu endereços ligados ao Instituto SOS 4 Patas e ao Pam Pet Hotel e Táxi Dog.

Em um dos imóveis, estavam aproximadamente 110 animais. A responsável pelo espaço informou aos agentes que os cães haviam sido resgatados pela ONG SOS 4 Patas.

Durante a vistoria, os policiais registraram que não foram identificados sinais de maus-tratos e que os animais aparentavam estar em boas condições de cuidado.

As equipes também estiveram no canil mantido pelo Instituto SOS 4 Patas, em Campo Largo. O local abrigava cerca de 230 cães e contava com seis funcionários.

Segundo o registro da diligência, o espaço estava organizado, com os animais distribuídos em áreas separadas de acordo com idade e condições de saúde. O local também possuía uma área específica destinada a cães com deficiência.

A avaliação registrada no boletim aponta que, em uma análise inicial, as instalações e os cuidados oferecidos aos animais aparentavam estar regulares. Nenhum material foi apreendido no canil.

Mandados foram autorizados pela Justiça

As buscas foram autorizadas pela Vara Criminal de Campo Largo e realizadas por equipes de diferentes núcleos regionais do Gaeco.

O Ministério Público do Paraná informou que o procedimento permanece sob sigilo judicial. O órgão também indicou que poderá divulgar novas informações sobre a Operação Resgate posteriormente.

Até a publicação desta matéria, não haviam sido divulgados oficialmente pelo MPPR os detalhes sobre o objeto da investigação.