Sergio Moro afirma que não apoiou Flávio Dino para o STF

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Sergio Moro, candidato do PL ao Governo do Paraná, negou ter votado em favor da indicação de Flávio Dino ao Supremo Tribunal Federal (STF). Em entrevista concedida à RPC, na quinta-feira, dia 17 de setembro, Moro rebateu uma propaganda da campanha de Sandro Alex, do PSD, que o associa à aprovação do nome de Dino para a Corte.

"Eu não votei no Flávio Dino para o Supremo", declarou Moro, enfatizando que se posicionou contra as indicações de Flávio Dino, Cristiano Zanin e Jorge Messias para os cargos no STF e na Procuradoria-Geral da República. A votação da indicação de Flávio Dino ocorreu em dezembro de 2023 no Senado, onde foi aprovada por 47 votos a 31, com duas abstenções, embora o voto tenha sido secreto, o que impossibilita a verificação de como cada senador se manifestou.

Moro revelou que, na ocasião, optou por manter sua posição em sigilo devido a perseguições políticas que enfrentava, mas decidiu esclarecer sua posição agora. "Do Flávio Dino, na época, eu tive que manter meu voto secreto, porque nós éramos vítimas de perseguição política. Mas agora, superado, eu posso revelar que também votei contra a indicação Do Flávio Dino, como votei contra todas as outras", afirmou.

A declaração de Moro surge em um contexto de intensas trocas de acusações entre as campanhas dele e de Sandro Alex. A equipe do candidato do PSD tem utilizado a indicação de Dino para criticar seu adversário, enquanto Moro refuta essa associação e classifica as informações como desinformação.

Em compromissos eleitorais na Região Metropolitana de Curitiba, Moro criticou as estratégias de seus adversários e defendeu que a campanha deveria se concentrar em temas relevantes para o Estado. "Eleição não pode ser um vale tudo. Os problemas dos paranaenses não serão resolvidos com fofoca", destacou.

Além disso, o candidato voltou a mencionar a Copel, que tem sido alvo de críticas em sua campanha durante a disputa pelo governo estadual. "O péssimo serviço da Copel não será resolvido com fake news", afirmou.