Candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado é mantida pelo TRE-PR

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O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu, na quarta-feira, dia 23 de agosto, manter o registro da candidatura de Deltan Dallagnol, do partido Novo, ao Senado. Esta decisão é uma derrota para a Coligação Paraná Para Todos, que integra a Frente Progressista de Esquerda, composta por partidos como PT, PCdoB, PV, Rede, Psol e PDT, e que tem Gleisi Hoffmann como uma das candidatas ao Senado.

A votação foi unânime entre os membros do TRE-PR, que acolheram parcialmente os embargos apresentados pela defesa de Deltan. No entanto, a decisão anterior que já havia autorizado o registro da candidatura foi mantida sem alterações significativas.

Entretanto, a disputa eleitoral segue em aberto. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia determinado a suspensão da campanha de Dallagnol, e na segunda-feira, dia 21, essa medida foi confirmada por 5 votos a 2. Com isso, o candidato está impedido de realizar qualquer ato de campanha, participar de debates, utilizar recursos públicos e veicular propaganda eleitoral em rádio e televisão.

A suspensão da campanha decorreu de uma ação movida pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança, que é composta por partidos como PT, PCdoB, PV, e outros. A ação foi apoiada também por legendas que fazem parte da coligação, incluindo o PDT e a Federação do PSOL com a Rede.

Após a decisão do TSE, Gleisi Hoffmann se manifestou publicamente, destacando que a atuação da coligação está diretamente relacionada à competição entre os candidatos nas duas vagas disponíveis para o Senado no Paraná. O PT argumenta que a contestação possui fundamentos jurídicos e busca garantir que a jurisprudência do TSE, que em 2023 considerou Deltan Dallagnol inelegível, seja respeitada.

O TSE, em sua decisão anterior, alegou que a saída antecipada de Dallagnol do Ministério Público Federal, enquanto havia processos disciplinares em andamento, foi uma tentativa de evitar sanções que poderiam ser aplicadas. Assim, a situação continua a ser um ponto central nas discussões eleitorais, com implicações diretas na corrida pelo Senado em 2026.