O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu, nesta terça-feira, manter o indeferimento das candidaturas de Mara Boca Aberta, que se postulava a deputada estadual pelo PL, e de Emerson Petriv, que concorria à Câmara dos Deputados pelo Republicanos. Essa decisão foi anunciada pelo jornalista Claudio Osti, âncora do programa Paçoca com Cebola no Youtube.
A candidatura de Mara Boca Aberta já havia sido indeferida anteriormente, em 13 de setembro, mas a defesa recorreu. No entanto, o TRE-PR reiterou hoje sua decisão, evidenciando que a candidata enfrentou três impugnações, sendo uma delas proveniente do Ministério Público Eleitoral (MPE). A juíza relatora, Nicole Trauczynski, destacou como razão central para o indeferimento a condenação eleitoral que torna Mara inelegível por um período de oito anos, a contar das eleições de 2022.
Essa inelegibilidade está vinculada a eventos da campanha de 2022, onde Mara e seu filho, Matheus Vinicius Ribeiro Petriv, o Boca Aberta Jr., disputaram vagas na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa do Paraná, respectivamente. Durante esse período, Emerson Petriv alegou estar concorrendo ao Senado, no entanto, o TRE-PR considerou que os recursos do fundo eleitoral destinados à campanha de Mara e do filho foram utilizados para promover uma candidatura ao Senado que, segundo a Justiça Eleitoral, era juridicamente inexistente.
A decisão que declarou a inelegibilidade de Mara, Boca Aberta e Boca Aberta Jr. foi proferida em 2025, estabelecendo um prazo de oito anos para a inelegibilidade. No caso de Emerson, além da condenação já mencionada, ele possui outras condenações criminais, o que contribuiu para o indeferimento de sua candidatura.
Ambos os candidatos têm a possibilidade de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em busca de reverter essa decisão do TRE-PR. O desdobramento deste caso pode impactar significativamente as suas trajetórias políticas futuras, considerando a gravidade das condenações e a situação atual das candidaturas.
A situação de Mara e Emerson reflete as complexidades enfrentadas por candidatos que, ao longo de suas campanhas, se deparam com questões legais que podem comprometer suas aspirações eleitorais. O acompanhamento desse caso será fundamental para entender as implicações que ele pode ter nas próximas eleições e no cenário político do Paraná.


