As eleições de 2026 representaram um marco na política paranaense, evidenciando o fim da trajetória de dois partidos que dominaram a cena política entre 2005 e 2018: o PSDB e o Cidadania. Ambos os partidos não conseguiram eleger representantes para a Câmara Federal e para a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), sinalizando uma mudança significativa no cenário político do estado.
Beto Richa, uma das figuras mais proeminentes do PSDB, obteve 58.946 votos, mas a chapa da Federação PSDB/Cidadania apresentou desempenho insatisfatório. A ex-vereadora Renata Bueno, do Cidadania, conseguiu apenas 1.153 votos, mesmo após receber R$ 625 mil do fundo eleitoral, o que ilustra a fragilidade da candidatura.
A insatisfação entre os candidatos foi palpável, com muitos reclamando da distribuição desigual dos recursos do fundo eleitoral, que foram concentrados em poucas candidaturas. A estratégia adotada pelo PSDB, que destinou R$ 2,8 milhões para Beto Richa, deixou outros candidatos com recursos escassos, prejudicando suas campanhas e a capacidade de ampliar seu alcance eleitoral.
Essa situação evidencia a importância do “coeficiente eleitoral”, que deve ser alcançado para garantir a eleição de representantes. O fracasso na estratégia de distribuição de recursos pode servir de lição para futuras campanhas. Richa, mesmo com um número expressivo de votos, ficou fora da Câmara Federal por uma diferença de apenas dois mil votos, ocupando a 34ª posição na lista de mais votados.
A renovação na Assembleia Legislativa do Paraná, que ocorrerá a partir de 2027, será de 42,59%. Essa mudança ocorre em um contexto onde 33,4 milhões de brasileiros não compareceram às urnas nesta eleição. O cenário político se reconfigura, e a ausência do PSDB e do Cidadania poderá ter consequências significativas para a política paranaense nos próximos anos.




