Flávio Bolsonaro defende mandato único e manutenção da escala 6×1 em sabatina

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O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, participou na noite de sexta-feira (16) da sabatina da Rede Globo, encerrando a rodada de entrevistas do segundo turno. A conversa foi conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, transmitida dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, e exibida pela TV Globo, GloboNews e g1. Na véspera, o entrevistado havia sido Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. A expectativa agora se concentra nos debates da Band, marcado para este domingo a partir das 20h, e da Globo, na sexta-feira (23).

Durante a entrevista, Flávio Bolsonaro afirmou que, se eleito, dará continuidade aos programas sociais em andamento e manterá a escala 6×1, aprovada pelo Congresso Nacional naquela semana. Segundo ele, todos os direitos trabalhistas estão garantidos e não há questionamento de sua parte sobre a decisão do Legislativo. O candidato também defendeu o mandato único e declarou que, caso o parlamento não aprove a extensão para cinco anos, não buscará a reeleição. Ele descartou encaixar o pai, Jair Bolsonaro, em um cargo no governo e negou a possibilidade de nomear o irmão Eduardo, que está nos Estados Unidos, como chanceler.

Sobre a Reforma do Judiciário, Flávio afirmou que é preciso recuperar a credibilidade da instituição e citou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, a quem acusou de interferir em diferentes assuntos e perseguir adversários políticos. Ele defendeu o impeachment de Moraes por suposta atuação político-partidária e disse que Kassio Nunes Marques deve ser investigado por suspeitas de ligação com o escândalo do Banco Master. O candidato também prometeu dar liberdade ao futuro ministro da Saúde para tomar medidas em emergências de saúde pública, no contexto da indicação do médico Cláudio Lottenberg, ex-presidente do Hospital Israelita Albert Einstein, para a pasta. Flávio disse que pretende levar práticas do Hospital Albert Einstein ao SUS, ampliar o acesso à telemedicina e criar um prontuário único eletrônico.

Em relação à segurança pública, o candidato defendeu ampliar o acesso da população a armas e criticou o Estatuto do Desarmamento. Questionado mais de uma vez por Renata Lo Prete sobre um projeto em que defendeu o fim das digitais nos projéteis de armas de fogo, ele desconversou. Flávio prometeu mobilizar militares e polícias estaduais para combater o narcotráfico, reforçando ações nas fronteiras e portos, e disse que vai investir contra o sucateamento das Forças Armadas. Sobre os atos de 8 de Janeiro, questionou a caracterização como tentativa de golpe de Estado e defendeu punições proporcionais aos crimes. Ele também negou que o pai tenha promovido mudanças na Polícia Federal para blindar familiares e citou que Lula, em seu governo, trocou os superintendentes de todos os estados.

Nas considerações finais, Flávio agradeceu o apoio recebido em atos de campanha, criticou Lula e apresentou três compromissos ao eleitor: não aumentar impostos, cortar ao menos dez ministérios, vender imóveis públicos e combater a corrupção para equilibrar as contas. Prometeu manter o aumento real do salário mínimo acima da inflação e não desvincular o reajuste das aposentadorias do salário mínimo, nem eliminar o piso de investimento em saúde e educação. Sobre o filme "Dark Horse", foi perguntado por que recorreu a Daniel Vorcaro e por que pediu R$ 134 milhões se a obra custou R$ 75 milhões. Na resposta, disse que conversou com vários investidores, que o ex-dono do Banco Master "topou fazer" e que "o contrato não foi cumprido". O candidato também afirmou ter ficado surpreso com investigações e prisões de aliados suspeitos de ligação com o tráfico e a milícia no Rio de Janeiro. Uma pesquisa Veritá divulgada posteriormente apontou Flávio com 51,1% e Lula com 48,9%.