O debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na TV Globo, realizado neste domingo, 25, foi marcado por trocas de acusações e provocações. Os dois candidatos tentaram apresentar-se como alternativas para o eleitorado brasileiro, que decide o segundo turno neste domingo. A abstenção no primeiro turno superou a marca de 30 milhões de eleitores, tornando-se uma das incógnitas da eleição.
Flávio Bolsonaro prometeu combater as facções Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC), classificadas por ele como organizações terroristas. Defendeu ainda punições mais severas para adolescentes envolvidos em crimes de estupro, mencionando responsabilização penal a partir dos 14 anos e a possibilidade de castração química. Lula, por sua vez, acusou o adversário de complacência com milícias e citou o caso da menina Ana Clara, de cinco anos, cuja morte atribuiu a um policial que, segundo o presidente, teria recebido apoio público do senador.
A tensão aumentou quando Flávio chamou Lula de “nove dedos”. O presidente reagiu, recordou o acidente de trabalho em que perdeu um dedo e exigiu um pedido de desculpas, que teria sido feito pelo adversário. Flávio também questionou Lula sobre uma suposta garrafa de uísque Macallan recebida do banqueiro Daniel Vorcaro, perguntando quanto custaria um copo da bebida. Lula rebateu cobrando explicações sobre a alegada destinação de R$ 134 milhões relacionados ao filme Dark Horse e levantou suspeitas sobre uma transação envolvendo uma ilha que teria pertencido ao jogador Richarlison.
As acusações mútuas exigiram comprovação e apuração independente, segundo o material. Lula afirmou que deixou toda a documentação sua e de sua família a cargo do Supremo Tribunal Eleitoral e cobrou a ausência da documentação de Flávio. O clima voltou a ficar tenso quando Flávio disse que teria deixado o deputado federal cassado e senador eleito Deltan Dallagnol como responsável pelos esclarecimentos, o que não ocorreu. Lula aproveitou para chamar Deltan de “picareta” e voltou a desafiar o adversário a abrir o sigilo bancário.
Nas redes sociais, foram mais de 100 checagens sobre a veracidade dos fatos do debate: Lula teve 22 declarações verdadeiras e nenhuma falsa, enquanto Flávio registrou três verdadeiras e 23 falsas, segundo as fontes das redes sociais. A expectativa de que os candidatos abrissem suas contas bancárias após o debate na Band, em 18 de setembro, não se concretizou, conforme o texto.



