O deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de prorrogar o horário de votação no segundo turno das eleições de 2026 e afirmou que ministros da corte poderão enfrentar processos de impeachment a partir de 2027, com a nova composição do Senado Federal. Em entrevista à CBN Maringá, o parlamentar direcionou um alerta ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, e disse que a relação entre o Legislativo e o Judiciário poderá mudar no próximo ano.
"Tudo eles querem decidir. E isso vai custar cabeças rolando no ano que vem, com o novo Senado Federal. Ou o ministro (Edson) Fachin resolve antes, ou, assumindo o novo Senado, vai ver seus colegas sendo demitidos do Supremo Tribunal Federal", declarou Barros.
A fala do deputado faz referência à possibilidade de o Senado avançar sobre pedidos de impeachment de ministros do STF. Cabe à Casa analisar denúncias por crimes de responsabilidade contra integrantes da Corte, conforme os procedimentos legais. A abertura de processos e eventual afastamento, porém, dependem do cumprimento das regras previstas na legislação.
A declaração de Ricardo Barros ocorreu após o ministro Cristiano Zanin, do STF, determinar a prorrogação do horário de votação até as 19h, no horário de Brasília, em todo o país. A decisão foi tomada em resposta a uma ação apresentada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, que apontou restrições à circulação do transporte coletivo em diferentes cidades brasileiras. A medida buscou ampliar o período disponível para que os eleitores chegassem às seções eleitorais.
Ao justificar a decisão, Cristiano Zanin mencionou a gravidade dos relatos e a urgência da situação. O ministro determinou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adotasse as providências necessárias para estender o recebimento dos votos por até duas horas. A prorrogação provocou reação de Barros, que questionou a atuação do Supremo e indicou que a composição do Senado a partir de 2027 poderá ter impacto na relação institucional com a Corte.

