Eleição da Federação Paranaense de Futebol tem calendário apertado e levanta debate sobre renovação

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A eleição da Federação Paranaense de Futebol, marcada para novembro de 2026, começa com questionamentos sobre transparência e participação. A comissão eleitoral foi nomeada em 23 de outubro, o regulamento eleitoral foi publicado em 24 de outubro e o edital de convocação da eleição em 26 de outubro, estabelecendo um calendário apertado para o pleito.

A sequência de atos em poucos dias levanta dúvidas sobre a competitividade do processo, segundo críticos. Em uma entidade responsável pelo futebol de todo o estado, espera-se prazo suficiente para a organização de candidaturas de oposição e ampla publicidade das regras. A transparência institucional também é cobrada, com acesso permanente aos documentos que regem a entidade.

A alternância de poder entra no debate. Após longos anos de gestão de Hélio Pereira Cury, a presidência passou para Hélio Pereira Cury Filho. A sucessão é formalmente legítima, mas reforça a percepção de continuidade de um mesmo grupo político por um período prolongado, conforme a discussão proposta.

A representatividade do futebol do interior é outro ponto levantado. Dirigentes e desportistas apontam potencial para uma estrutura regional mais robusta, com mais ligas organizadas e maior protagonismo das cidades do interior. A percepção recorrente é de que as decisões ficam excessivamente concentradas e diversas regiões têm pouca influência nos rumos do futebol paranaense.

Nos bastidores, circula o nome do advogado Juliano França Tetto como possível candidatura alternativa. Ele atua em associações, clubes, federações e confederações esportivas, preside estadualmente o Mobiliza no Paraná e é conhecido por disputas institucionais no esporte paranaense. A expectativa é de que a eleição de 2026 discuta governança, transparência, fortalecimento do interior e renovação institucional.