Agentes de IA avançam nas empresas e exigem governança e retorno mensurável

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A inteligência artificial começa a assumir funções mais ativas nas empresas, com agentes capazes de executar tarefas e coordenar processos. A mudança ganha peso em novembro, quando as organizações planejam investimentos e estratégias para 2027. Segundo o levantamento State of AI in the Enterprise 2026, da Deloitte, apenas 20% das empresas pesquisadas têm estrutura madura de governança para agentes autônomos.

Para Fábio Tiepolo, CEO da StaryaAI, os agentes não são apenas chatbots mais avançados. Ele afirma que esses sistemas participam de processos, conectam informações e realizam tarefas com autonomia supervisionada, o que altera a organização das operações e das equipes. Na prática, podem atuar no atendimento, no acompanhamento de demandas comerciais, na atualização de sistemas e em rotinas administrativas.

O retorno financeiro virou cobrança. De acordo com o Applied AI Index 2026, do Boston Consulting Group (BCG), os gastos com IA chegaram, em média, a 3,3% da receita das organizações pesquisadas. Já o Global AI Pulse 2026, da KPMG, mostra que 41% das organizações brasileiras participantes adiaram ou reduziram iniciativas com agentes de IA porque os custos superaram os benefícios esperados.

A segurança ganha destaque com a maior autonomia dos agentes. O Global Cybersecurity Outlook, do Fórum Econômico Mundial, aponta que 94% dos participantes esperam que a IA seja o principal fator de transformação da cibersegurança em 2026. Entre os riscos estão acesso indevido a informações, uso excessivo de permissões e ataques capazes de manipular instruções dos sistemas.

A adoção também cresce entre empresas menores. Segundo a pesquisa TIC Empresas 2025, do Cetic.br, divulgada em 2026, o uso de IA passou de 13% para 17% entre as empresas brasileiras pesquisadas. Nos pequenos negócios, o percentual avançou de 10% para 15%, enquanto nas grandes organizações chegou a 50%. Para Tiepolo, o diferencial em 2027 estará em definir tarefas automatizáveis, decisões sob responsabilidade humana e formas de medir o desempenho dos sistemas.