O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça votou para referendar sua decisão que autorizou a prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS. A proposta inicial de Mendonça é de uma extensão de 60 dias, com a condição de que uma nova prorrogação dependa de um requerimento assinado por pelo menos 1/3 dos parlamentares.
Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Kassio Nunes Marques divergiram do voto do relator, resultando em um placar de 4 a 1 contra a proposta. O presidente da comissão, Carlos Viana, anunciou anteriormente que os trabalhos da CPMI seriam estendidos por 120 dias, mas ressaltou que não vê necessidade de tal prazo e que a investigação pode ser complicada durante o período eleitoral.
Mendonça argumentou que a prorrogação deve ser automática com o requerimento adequado e não depender da decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O STF já tem precedentes sobre a instalação de CPIs, mas não há consenso sobre as regras de prorrogação.
A CPMI foi criada para investigar descontos indevidos nos contracheques de aposentados e pensionistas, mas seu escopo se ampliou para incluir outros temas, como o escândalo do Banco Master.





