China influencia preços do petróleo ao pressionar o Irã, aponta especialista em relações

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Em um contexto internacional onde as movimentações militares são monitoradas de perto, as tensões no Oriente Médio tornaram-se uma questão de interesse global. O professor Leonardo Trevisan, da ESPM, analisa como potências como a China atuam em conflitos envolvendo o Irã e o Líbano, destacando a importância do Estreito de Ormuz na economia mundial.

Trevisan afirma que o Irã, sob a influência econômica da China, enfrenta limitações que podem impactar a escalada de conflitos. Um aumento no preço do barril de petróleo acima de 120 dólares é considerado inaceitável para Pequim, pois poderia frear seu crescimento econômico. A sinalização chinesa provocou uma queda de cerca de 10% no preço do barril.

Além disso, a análise menciona a aliança entre Rússia e China como um fator crucial no equilíbrio de forças no Irã. A articulação entre o chanceler chinês e o governo iraniano é vista como essencial para a estabilização dos preços do combustível. Enquanto isso, no Líbano, a presença tecnológica chinesa já é notável, embora a influência militar seja menor.

No cenário israelense, a liderança do Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu enfrenta divisões internas. Apesar de 90% da população apoiar uma resposta bélica às ameaças, sua figura gera controvérsia, sendo sua sobrevivência política ligada a um equilíbrio com partidos ortodoxos e extrema-direita. O futuro do conflito no Oriente Médio parece depender mais de fatores econômicos do que de ideologias.