Atirador em Kiev causa mortes e pânico em supermercado

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Neste sábado, 18 de abril, um ataque a tiros em Kiev deixou ao menos seis mortos. Um indivíduo armado iniciou o ataque na rua, matando quatro pessoas antes de se refugiar em um supermercado, onde fez reféns e assassinou uma quinta vítima. O agressor foi morto pela polícia durante a operação de contenção e resgate, que envolveu unidades táticas especiais. O incidente está sendo classificado como um ato de terrorismo pelas autoridades locais.

O ministro do Interior da Ucrânia, Ihor Klymenko, informou que as tentativas de negociação com o atirador, que duraram cerca de 40 minutos, não tiveram sucesso. A polícia utilizou um alto-falante para tentar convencer o suspeito a liberar os reféns, mas ele não respondeu às abordagens. A negociadora pediu ao agressor que deixasse as pessoas ir embora, afirmando que elas não tinham culpa da situação.

Imagens do local mostraram a polícia se posicionando em frente ao centro de compras onde ocorreu a tragédia. Klymenko relatou que, ao perceber a gravidade da situação e a possibilidade de haver pessoas feridas dentro do supermercado, foi dada a ordem para neutralizar o atirador. O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, confirmou que quatro reféns foram resgatados durante a operação e que pelo menos 14 pessoas ficaram feridas.

O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU) está conduzindo uma investigação sobre o ataque, que é tratado como um ato de terrorismo. O ministro Klymenko revelou que o autor do ataque nasceu em 1968, mas não divulgou sua identidade. Ele também mencionou que a arma utilizada no crime, uma carabina de cano curto, estava legalmente registrada e que o agressor havia solicitado a renovação da licença para a posse da arma.

Klymenko detalhou que o homem havia procurado as autoridades para testar a arma em decorrência da expiração da licença e apresentou um atestado médico para tal. A investigação em curso buscará determinar qual instituição médica emitiu o documento apresentado pelo atirador. O ataque ocorre em um contexto de conflito contínuo na Ucrânia, que enfrenta uma guerra contra a invasão russa há mais de quatro anos, sem perspectivas claras de resolução.

O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, lamentou as mortes e expressou suas condolências às famílias das vítimas, numa demonstração de solidariedade em um momento tão trágico para a capital ucraniana. O incidente reforça a preocupação com a segurança pública no país, em meio a um cenário de instabilidade e violência.