Mãe usa aplicativo para SE passar por filho e ajuda na prisão de abusador em Diadema

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A atenção de uma mãe em acompanhar as atividades digitais do filho de 12 anos resultou na prisão em flagrante de um homem de 23 anos, acusado de estupro de vulnerável. O incidente ocorreu nesta semana em Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo, após a mulher identificar movimentações suspeitas no aplicativo de mensagens do menino. Ao verificar o celular, ela encontrou uma conversa com um contato salvo como "amiga", onde várias mensagens haviam sido deletadas.

Desconfiada, a mãe decidiu interagir com o interlocutor fingindo ser seu filho. Ela relatou que tem o hábito de revisar o telefone do garoto diariamente. O menino contou que conheceu o suspeito em um aplicativo de vídeo que exige o uso da câmera, onde o homem forneceu um número de telefone para conversas diretas. Essa comunicação durou cerca de uma semana, período em que a criança enviou fotos e vídeos de conteúdo íntimo sob manipulação.

A situação se agravou quando o suspeito sugeriu um encontro pessoal. Em mensagens acessadas, o homem tentava despistar a vítima, afirmando que enviaria um "amigo" ao local primeiro para confirmar que poderia confiar no garoto. Ele pediu ainda que o histórico da conversa fosse deletado após o encontro.

Imediatamente após a marcação do encontro, a mãe procurou as autoridades. A repórter Júlia Sarmento apurou que a Polícia Civil orientou a família e organizou um cerco na estação de ônibus de Diadema, local onde o encontro foi combinado. Assim que o homem chegou ao ponto de encontro, ele foi abordado e preso pelos agentes que monitoravam a área.

O suspeito foi levado ao 98º Distrito Policial, no Jardim Mirna, na Zona Sul da capital paulista. Durante a perícia inicial no celular do detido, os policiais descobriram, além da conversa com a vítima de 12 anos, diversas mensagens de teor sexual trocadas com outras crianças do sexo masculino. O aparelho também continha arquivos de pornografia infantil.

Em depoimento, o homem confessou que vinha praticando atos libidinosos pela internet há algum tempo. Com base nas evidências e em sua confissão, a delegada responsável indiciou o suspeito por estupro de vulnerável e solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante para preventiva, visando garantir a continuidade das investigações e a segurança de outras possíveis vítimas. Os telefones do suspeito e do menor foram apreendidos para uma perícia técnica detalhada.