A madrugada de segunda-feira, 22 de abril, será marcada por um dos eventos astronômicos mais esperados do ano: a chuva de meteoros Líridas. Este fenômeno, que possui registros históricos que remontam a mais de 2.500 anos, acontece quando a Terra atravessa a trilha de detritos deixada pelo cometa C/1861 G1 Thatcher. Ao entrar na atmosfera terrestre, esses fragmentos se incendeiam, criando os tão conhecidos rastros luminosos, popularmente chamados de "estrelas cadentes".
A visibilidade dos meteoros varia conforme a localização do observador. No Brasil, os horários recomendados para observar o fenômeno são distintos em cada região. No Norte e Nordeste, a melhor oportunidade para avistar os meteoros é a partir das 23h30. Para os habitantes do Sudeste e Centro-Oeste, a observação deve começar por volta de 01h30. Já no Sul do país, o ideal é olhar para o céu a partir das 03h00.
Os meteoros parecem surgir de um ponto específico no céu, conhecido como "radiante", que está situado na constelação de Hércules, próximo à estrela Vega, na constelação da Lira, o que justifica o nome Líridas. Em média, a expectativa é de observar cerca de 18 meteoros por hora. Contudo, simulações realizadas por softwares de astronomia sugerem que, em condições excepcionais, esse número pode atingir até 90 meteoros por hora. Com uma magnitude média de 2.1, os rastros serão visíveis mesmo em áreas com alguma iluminação, embora um céu mais escuro favoreça a experiência.
Para aproveitar ao máximo a observação da chuva de meteoros, especialistas recomendam algumas dicas. Primeiramente, é aconselhável evitar o uso de binóculos ou telescópios, pois esses instrumentos limitam o campo de visão. A observação a olho nu é a melhor opção para captar a maior parte do céu.
Além disso, é importante permitir que os olhos se adaptem à escuridão. Para isso, recomenda-se aguardar pelo menos 20 minutos em um ambiente sem luz. Durante esse tempo, é aconselhável não olhar para a tela do celular. Outro fator que deve ser considerado é a poluição luminosa, que pode dificultar a visualização. Portanto, deslocar-se para áreas mais rurais ou litorâneas pode ser uma boa estratégia.
O fator lunar também é favorável neste ano, já que a ausência de um brilho intenso da Lua proporcionará um contraste melhor para a visualização dos rastros. Para aqueles que desejam se aprofundar mais no fenômeno e acompanhar outros eventos astronômicos programados para 2026, o canal da Urânia Planetário no YouTube realiza transmissões ao vivo todas as terças-feiras, às 19h30.





