O agronegócio no Brasil vive momentos contrastantes em diferentes regiões no início de 2026. Santa Catarina, que se destaca como o maior produtor de ostras do país, enfrenta um estado de alerta devido à mortalidade em massa dos moluscos. Em contrapartida, Minas Gerais alcançou a posição de segundo maior produtor de ovos, superando o Paraná.
A situação nas fazendas de Santa Catarina é crítica, com a mortalidade das ostras chegando a 90% em algumas localidades. Este cenário é resultado do calor extremo que se abateu sobre a região, fazendo com que a temperatura da água do mar em Florianópolis atingisse 34°C. O impacto dessa condição climática foi devastador, refletindo não apenas na escassez de ostras, mas também no aumento dos preços no mercado consumidor. Especialistas alertam para uma recuperação lenta e prolongada dos cultivos.
Por outro lado, Minas Gerais se beneficia de uma demanda interna aquecida, o que impulsiona o crescimento da produção de ovos. A produção no estado deve alcançar quase 6 bilhões de unidades até 2025, gerando um faturamento superior a R$ 3 bilhões. Esse avanço é atribuído à profissionalização das granjas, que possibilitaram um ganho de escala significativo, além de uma mudança nos hábitos alimentares da população, que tem buscado dietas ricas em proteínas.
As informações sobre esses cenários contrastantes foram discutidas durante o programa AgroBand, que destacou como as variações climáticas e a evolução nos hábitos de consumo estão influenciando a economia do agronegócio. A crise enfrentada por Santa Catarina deve manter os preços dos frutos do mar elevados no curto prazo, enquanto Minas Gerais apresenta uma expectativa de crescimento contínuo no setor de ovos.
O agronegócio brasileiro, embora sensível às mudanças climáticas, demonstra resiliência na oferta de alimentos essenciais. A consolidação de novas tecnologias no manejo das granjas em Minas Gerais promete garantir o abastecimento nacional em um cenário de crescente demanda por produtos alimentícios saudáveis.





