Penas acumuladas superam 1.250 anos em chacina que chocou o DF

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Cinco indivíduos foram considerados culpados pelo assassinato de dez integrantes de uma única família, em um episódio que ficou conhecido como a maior chacina da história do Distrito Federal. O veredicto foi proferido na noite do último sábado, após seis dias de julgamento em júri popular, e as penas somadas ultrapassam 1.250 anos de reclusão, gerando forte comoção entre os familiares das vítimas.

Os crimes ocorreram entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, incluindo homicídios qualificados, sequestro, extorsão, ocultação de cadáver, associação criminosa e corrupção de menores. A complexidade e a gravidade do caso mobilizaram as autoridades durante meses de investigação e julgamento, refletindo a seriedade da situação.

Conforme o Ministério Público do Distrito Federal, a chacina foi premeditada com o intuito de tomar posse de uma chácara avaliada em cerca de R$ 2 milhões, localizada na região administrativa do Itapuã. Essa motivação patrimonial foi identificada como o principal fator que impulsionou a ação criminosa.

Entre os condenados, Gideon Batista de Menezes foi apontado como o mentor da operação e recebeu a pena mais severa, totalizando quase 398 anos de prisão. Carloman dos Santos Nogueira foi sentenciado a 351 anos, enquanto Horácio Carlos Ferreira Barbosa foi condenado a 300 anos. Fabrício Silva Canhedo, por sua vez, terá que cumprir 202 anos de reclusão.

Carlos Henrique Alves da Silva, quem atuou no cativeiro das vítimas, foi sentenciado a dois anos de prisão, em regime semiaberto. As sentenças refletiram a participação de cada réu no esquema criminoso, considerando a gravidade dos atos cometidos.

O juiz que presidiu o caso destacou a gravidade da situação, afirmando que, em mais de 30 anos de carreira, nunca havia conduzido um processo com tamanha repercussão. O promotor de Justiça Marcelo Leite também enfatizou a natureza chocante do caso, ressaltando o envolvimento emocional de todos os participantes do julgamento.