A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu um parecer a favor da realização de uma cirurgia no ombro direito do ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o procurador-geral, Paulo Gonet, afirmou que não se opõe ao procedimento solicitado pela defesa, que baseou seu pedido em relatórios médicos que indicam a necessidade da intervenção. Agora, a decisão sobre a autorização e a data da cirurgia cabe ao ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro, que se encontra em prisão domiciliar em Brasília, busca autorização para uma artroscopia, um procedimento menos invasivo. A equipe de defesa argumenta que ele sofre com dor intensa e incapacidade funcional no ombro direito, o que requer o uso diário de analgésicos para aliviar o desconforto.
As dores no ombro do ex-presidente tiveram início no final do ano passado, após uma queda ocorrida em dezembro nas instalações da Superintendência da Polícia Federal. Essa queda resultou em lesões nos tendões do ombro, levando Bolsonaro a relatar frequentes queixas de dor, o que culminou na recomendação médica para a realização da cirurgia.
Com o parecer positivo da PGR, a expectativa agora se volta para a análise de Alexandre de Moraes. A defesa de Bolsonaro solicitou que o procedimento cirúrgico fosse realizado até o dia 25, mas o ministro do STF não definiu um prazo para a sua decisão. A tendência é que a cirurgia seja autorizada, mas a data exata para a realização do procedimento ainda será determinada por Moraes.
Em março, o ex-presidente havia sido internado no Hospital DF Star, em Brasília, para o tratamento de uma broncopneumonia bacteriana, fato que adiciona complexidade ao seu quadro clínico e à necessidade do procedimento cirúrgico no ombro.





