A sabatina do advogado-geral da União, Jorge Messias, ocorrerá nesta quarta-feira (29), às 9h, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. O cenário atual indica uma aprovação favorável, não devido ao silêncio da oposição, que continua ativa, mas pela articulação do governo, que se preparou de forma consistente para este momento.
Nesta semana, uma manobra significativa chamou a atenção: a troca de membros na CCJ. O governo promoveu a saída de Sérgio Moro (PL-PR), que foi substituído por Renan Filho (MDB-AL), um ex-ministro dos Transportes que apoia Messias. Além disso, Cid Gomes (PSB-CE), que tinha uma posição indefinida, foi deslocado para a suplência, permitindo a entrada de Ana Paula Lobato (PSB-MA), que já demonstrou alinhamento com o governo desde março.
Com essas mudanças, o governo acredita ter garantido 16 votos favoráveis na comissão, superando o mínimo de 14 votos necessários para a aprovação. Embora a margem seja estreita, ela é considerada suficiente. Um aspecto relevante, que a oposição prefere não destacar, é que o voto na CCJ é secreto.
Sérgio Moro manifestou sua insatisfação nas redes sociais, descrevendo a mudança como uma "manobra lamentável do Governo Lula" e assegurando que votará contra a indicação no plenário. No entanto, essa promessa de voto contrário tem um impacto simbólico, já que a votação no plenário também será secreta e envolve 81 senadores.
Os partidos PL e NOVO já fecharam questão contra a indicação de Messias, alegando que sua nomeação compromete a independência do Supremo Tribunal Federal (STF). O PL, em comunicado, classificou Messias como alinhado a um projeto de governo que busca influência tanto na CCJ quanto no plenário.
Ciro Nogueira (PP-PI), um opositor histórico de Wellington Dias, também se posicionou favoravelmente à indicação de Messias. A proximidade regional entre Nogueira e Messias, que construiu sua carreira no Piauí, é uma estratégia que Nogueira busca explorar.





