A situação no Líbano se agrava a cada dia, com milhões de pessoas vivendo em barracas nas ruas, como relata a brasileira Romi Salman. A tensão no país é intensificada pelos bombardeios israelenses, que têm causado mortes e destruição. Recentemente, dois brasileiros, uma mãe e seu filho, perderam a vida em um ataque aéreo.
Romi Salman, que se encontra refugiada nas proximidades de Beirute, teve sua casa de veraneio atingida por um bombardeio, mesmo com um cessar-fogo supostamente em vigor entre Israel e Líbano. O acordo, estabelecido na semana anterior, prometia três semanas sem ataques, mas a realidade tem se mostrado bem diferente.
Na última segunda-feira, 27, a brasileira Manal Jaafar, junto de seu filho de 11 anos e seu marido libanês, foi morta em um bombardeio. O casal já havia deixado o sul do Líbano por questões de segurança, e Manal retornou para recuperar pertences, aproveitando a trégua, quando ocorreu o ataque. Romi Salman expressou sua indignação, afirmando que Israel nunca respeitou os acordos de cessar-fogo.
“Israel nunca respeitou o cessar-fogo”, declarou Salman, recordando que na guerra anterior, os bombardeios continuaram mesmo após a declaração de trégua. Embora Beirute não esteja sendo alvo de ataques no momento, a situação no sul do Líbano permanece crítica, com bombardeios constantes.
O conflito no Oriente Médio se intensificou a partir de um ataque do governo israelense, com apoio dos Estados Unidos, contra o Irã em 28 de fevereiro. Essa ação provocou uma troca de agressões entre Israel e Hezbollah, que é um aliado do Irã. Apesar do cessar-fogo, Israel mantém uma presença militar nas áreas de fronteira, enquanto o Hezbollah se recusa a interromper suas ações, aumentando a tensão na região.
Um comandante militar do Hezbollah chegou a afirmar à rede de TV Al Jazzira que a possibilidade de utilizar homens-bomba está em pauta, o que eleva ainda mais a preocupação com a escalada do conflito e suas consequências para a população civil.





