O Governo Federal acelerou a liberação de emendas parlamentares às vésperas da sabatina do advogado-geral da União Jorge Messias, indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), prevista para as 9h desta quarta-feira (29).
Foram liberados R$ 12 bilhões, dinheiro que deputados e senadores usam para financiar obras e projetos nos redutos eleitorais. Até o início de abril, apenas 2% do total de emendas obrigatórias de 2026 havia sido pago. Com a sabatina de Messias no horizonte, o número saltou para 58%.
A estratégia não foi apenas financeira. Para facilitar o caminho no Senado, o Palácio do Planalto articulou uma dança das cadeiras na Comissão de Constituição e Justiça, onde acontece a sabatina. A senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) assume como titular no lugar de Cid Gomes (PSB-CE), que passa para a suplência.
O senador Renan Filho (MDB-AL), ex-ministro dos Transportes de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também vira titular, substituindo Sergio Moro (PL-PR), crítico declarado da indicação. Moro afirmou que é o governo quem está contando os votos e com receio de não ter os necessários para a aprovação, e que a questão não é pessoal, mas sim decidir quem vai ocupar uma cadeira no STF num momento delicado.
Após a comissão, o desafio será o plenário, onde são necessários 41 votos favoráveis para a confirmação. Nas contas do governo, a base já teria 44 votos. Na tentativa de convencer indecisos, Messias se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O encontro é visto como um avanço pelos governistas, após a resistência apresentada pelo presidente do Congresso.





