Dr. Matheus Luis Castelan Trilico, neurologista, explica que a ciência orienta a adaptação da rotina, o fortalecimento de vínculos e a busca por qualidade de vida sem a necessidade de esconder a própria identidade.
Receber o diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) na vida ADULTA é um momento de grande alívio e empoderamento. No entanto, a ciência nos mostra que a qualidade de vida de quem descobre o AUTISMO mais tarde depende muito do que acontece após o diagnóstico.
Segundo o Dr. Matheus Trilico, o diagnóstico não é um limite, mas um mapa. “É verdade que os adultos autistas enfrentam desafios reais no mercado de trabalho, nos relacionamentos e na busca por independência. Mas hoje nós sabemos que é perfeitamente possível reverter esse quadro. O segredo não está em tentar ‘consertar’ a pessoa, mas em ajustar o ambiente ao redor dela,” explica o especialista.
O ambiente de trabalho: menos ruído, mais clareza
Durante muito tempo, acreditou-se que o sucesso profissional dependia apenas do esforço individual. Hoje, sabemos que o ambiente de trabalho dita as regras do jogo. Para que um profissional autista possa entregar todo o seu potencial, o espaço corporativo precisa de ajustes.
O Dr. Trilico ressalta que pequenas mudanças fazem uma diferença gigantesca. “Estratégias simples, como minimizar distrações visuais e sonoras, ter tarefas previsíveis com instruções muito claras e flexibilidade de horários, transformam a rotina. Até mesmo priorizar a comunicação por mensagens em vez de reuniões surpresa ajuda a reduzir a sobrecarga,” orienta.





