O Brasil, apesar de ser reconhecido por sua vasta biodiversidade, com mais de 50 mil espécies de plantas catalogadas pelo projeto Flora e Funga, registra atualmente menos de 400 medicamentos fitoterápicos autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em contrapartida, países como Alemanha e Reino Unido, que não possuem a mesma variedade de matérias-primas, dominam o setor com cerca de 10 mil e 3 mil produtos fitoterápicos, respectivamente.
No segmento de suplementos alimentares, o Brasil desponta como um mercado promissor, ocupando a terceira posição em crescimento na demanda, com uma expectativa de aumento anual de 9,5% entre 2026 e 2036, conforme relatório da Future Market Insights (FMI). O país está atrás apenas de Índia e China, e em termos de volume de consumo, fica em terceiro lugar, apenas atrás de Estados Unidos e Austrália.
Diante deste panorama de crescimento e contrastes, especialistas, pesquisadores e profissionais da indústria se reunirão em São Paulo, nos dias 8 e 9 de maio de 2026, para participar do Biohealth Conference 2026. O evento, que ocorrerá no Centro de Convenções Milenium, terá dois auditórios simultâneos conectando prescritores e representantes do setor.
Promovido pela Associação Brasileira das Empresas do Setor Fitoterápico, Suplemento Alimentar e de Promoção da Saúde (Abifisa) e pelo Instituto Racine, o Biohealth Conference visa discutir como o Brasil pode transformar seu potencial em produtos seguros e eficazes. Além disso, o evento buscará atualizar os profissionais de saúde em relação à prescrição baseada em evidências e apresentar tendências que impactam a inovação e as estratégias de negócios.
Laerte Dall’Agn destaca a importância da atualização constante para os profissionais da área, afirmando que o Biohealth Conference tem como objetivo aproximar ciência, clínica e indústria, criando um espaço para diálogo e troca de conhecimentos sobre o mercado.
A palestra principal do evento será proferida pelo professor doutor Fábio Carmona, que abordará o tema “Fitoterápicos: o que o Brasil precisa fazer para liderar esse mercado”. Carmona, professor associado da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da USP, tem atuado na Farmácia da Natureza desde 2008, onde mantém um horto com mais de 400 espécies medicinais e produz mais de 200 tipos de fitoterápicos.





