Museu do São Bento é inaugurado para preservar a história do clube centenário

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Após mais de um século de história repleta de altos e baixos, o Esporte Clube São Bento ganha um espaço dedicado à sua memória com a inauguração do Museu do São Bento, que será oficialmente aberto ao público no sábado, dia 02 de maio. O museu, situado na Vila Hortência, em Sorocaba, SP, abriga troféus e diversos objetos que ajudam a contar a trajetória do clube, tanto dentro quanto fora de campo.

Idealizado pela Associação "Vamos Subir, Bento!" (AVSB), o projeto tem como principal objetivo a salvaguarda e a exposição do patrimônio, tanto material quanto imaterial, do clube. O acervo conta com fotografias que registram personagens marcantes ao longo dos 113 anos do São Bento, bem como flâmulas de partidas especiais, incluindo um amistoso contra a Coreia do Norte, além de itens que destacam a influência espanhola na região.

A escolha do local para o museu é simbólica, já que ele está instalado no Complexo Humberto Reale, onde o São Bento mandou seus jogos até 1978. Uma das paredes do museu exibe uma famosa frase de Roberto Rivellino, que, ao ser questionado sobre o estádio mais desafiador em que jogou, mencionou: "o campo que tinha atrás da igreja, em Sorocaba."

William Alves, coordenador do museu e presidente da AVSB, destacou que o espaço transcende o futebol, contribuindo para a preservação da memória da cidade. Alves comentou que "o São Bento foi fundado por operários, e seu estádio foi construído pelas mãos de sua torcida. Essas mãos também reocuparão um espaço que estava abandonado, transformando-o em um centro de treinamento". Ele enfatizou que devolver essa memória à cidade é a realização de um sonho coletivo.

O projeto também homenageia figuras que ajudaram a moldar a identidade do clube ao longo dos anos, como as irmãs Ramalho. Elas estão representadas no acervo por meio de documentos, recortes e camisas, tendo criado a Tira-Prosa, a primeira torcida uniformizada do São Bento, que foi reconhecida pelo Museu do Futebol como a primeira organizada liderada por mulheres no Brasil.

Rosa Ramalho, uma das fundadoras da Tira-Prosa e membro da AVSB, expressou seu entusiasmo ao ver tantas pessoas se unindo em torno do projeto. "Se hoje vivemos um momento difícil, é porque o São Bento tem uma trajetória de luta, vitórias e resiliência. Isso não é fácil. É um sonho ver tantas pessoas abraçando esse projeto e acreditando no clube", afirmou. Ela também lembrou de uma frase de Laor Rodrigues, ex-presidente do clube, que lhe disse em um momento difícil: "esse time não vai morrer nunca se depender da torcida!"