O deputado Arilson Chiorato, que ocupa a liderança da oposição na Assembleia Legislativa do Paraná, destacou a recente suspensão de 3,4 milhões de multas relacionadas ao sistema de pedágio free flow, uma iniciativa anunciada pelo Governo Federal. Chiorato afirmou que essa medida é um passo importante para corrigir distorções que afetavam os motoristas e revela problemas na implementação do sistema nas rodovias paranaenses.
A mobilização em Brasília, ocorrida no início de abril, contou com a presença de Chiorato, da deputada federal Gleisi Hoffmann e do deputado estadual Luiz Claudio Romanelli. O objetivo foi denunciar as falhas no modelo de pedágio e solicitar a suspensão das multas. O sistema free flow, que não utiliza cancelas, deveria permitir que os motoristas pagassem de acordo com o uso da estrada, mas No Paraná, a situação é diferente, conforme apontou o deputado.
Chiorato explicou que a substituição das praças de pedágio por cobrança eletrônica tem sido feita com tarifas cheias, independentemente da distância percorrida. Essa abordagem não só gera confusão entre os usuários, mas também resulta em multas indevidas e na redução de postos de trabalho nas rodovias.
Durante a sessão plenária, o deputado enfatizou que a decisão do Governo Federal é uma resposta a um problema concreto enfrentado pelos motoristas. Ele alegou que o modelo atual tem causado confusão, levando a penalizações sem que os usuários tenham informações claras sobre as cobranças, prazos e formas de pagamento.
"O que aconteceu foi uma punição em massa. O motorista não tinha informação clara e acabou multado. Essa decisão corrige uma injustiça", declarou Chiorato. A suspensão das multas, anunciada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), estabelece um prazo de até 200 dias para a regularização das tarifas, sem a aplicação de multas ou pontos na Carteira Nacional de Habilitação durante esse período.
Além disso, a medida suspende novas penalidades e exige que as concessionárias ajustem seus sistemas, ampliando o acesso às informações necessárias para os usuários. O deputado Arilson Chiorato reiterou a necessidade de revisar o modelo aplicado No Paraná, visando minimizar o impacto do pedágio para os motoristas que utilizam as rodovias diariamente.





