Nível de alerta terrorista no Reino Unido é elevado após ataques a judeus

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O governo do Reino Unido anunciou, na sexta-feira (1°), a elevação do nível de alerta de ameaça terrorista para 'severo', o que indica que um ataque se torna considerado "altamente provável". A decisão foi tomada com base em novos relatórios de inteligência e em uma recente onda de violência direcionada à comunidade judaica na capital britânica.

A mudança de status foi provocada pelo ataque a faca ocorrido na última quinta-feira, onde dois judeus foram feridos em um dos principais bairros judaicos de Londres. Este incidente se insere em uma série de atentados contra membros e instituições da comunidade judaica, que têm aumentado nas últimas semanas.

As autoridades de segurança também confirmaram a prisão de um solicitante de asilo, que é acusado de planejar um ataque terrorista contra a embaixada de Israel em Londres no ano anterior. Essa prisão reforça a preocupação com a segurança da comunidade judaica no país.

Com a atualização do nível de alerta, o Ministério do Interior determinou um reforço imediato do policiamento em todas as grandes cidades do Reino Unido. O nível 'severo' é o quarto em uma escala de cinco, sendo o último estágio antes do nível 'crítico', que é ativado apenas quando um ataque é considerado iminente.

O homem de 45 anos, identificado como Essa Suleiman, é o principal suspeito do ataque a faca realizado na última quarta-feira (29) no norte de Londres. Ele foi acusado de tentativa de assassinato e posse de arma branca em local público, e se apresentou na Corte de Magistrados de Westminster, onde as acusações foram formalizadas. As autoridades estão tratando o ato como um ataque antissemita e terrorista.

A comandante da Polícia Metropolitana, Helen Flanagan, que lidera a Unidade Antiterrorismo de Londres, destacou a gravidade da situação. O ataque em Golders Green ocorre em um contexto de crescente preocupação com a segurança da comunidade judaica, que já havia sido alvo de outros incidentes, como o incêndio de ambulâncias da organização Hatzola em março, por cuja ação quatro suspeitos estão sendo processados.