Os servidores municipais de Ponta Grossa iniciaram uma greve nesta segunda-feira, resultando na paralisação de aproximadamente 80% dos serviços públicos da cidade. A greve foi convocada pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Ponta Grossa (SindServPG) após as negociações sobre aumento salarial e vale alimentação não terem êxito.
A administração da prefeita Elizabeth Schmidt, que é um dos poucos apoiadores da candidatura do senador Sergio Moro (PL), apresentou uma proposta de aumento de 5%. Este aumento seria dividido em duas parcelas: a primeira em maio e a segunda em outubro. Além disso, a proposta inclui o reajuste do vale alimentação, que passaria de R$ 600,00 para R$ 650,00.
A greve destaca a insatisfação dos servidores com a proposta apresentada, que não atende plenamente às demandas da categoria. A situação é emblemática em Ponta Grossa, que é a quarta maior cidade do Paraná e enfrenta desafios na manutenção dos serviços públicos essenciais durante a paralisação.
A gestão de Elizabeth Schmidt, ao apoiar a candidatura de Moro, se posiciona em um contexto político que pode influenciar a dinâmica das negociações entre a prefeitura e os servidores. A greve mobiliza não apenas os trabalhadores da prefeitura, mas também gera uma discussão mais ampla sobre os direitos dos servidores públicos na região.
Os desdobramentos dessa greve poderão impactar as próximas ações da administração municipal e a relação da prefeita com os servidores. A expectativa é que as negociações sejam retomadas em breve para buscar uma solução que atenda as demandas dos trabalhadores e minimize os efeitos da paralisação nos serviços oferecidos à população.





