O deputado estadual Thiago Rangel, filiado ao Avante, foi preso pela Polícia Federal na terça-feira, 5 de dezembro, como parte da quarta fase da operação Unha e Carne. Esta operação tem como objetivo combater a atuação de agentes públicos que estariam envolvidos no vazamento de informações sigilosas, o que resultou na obstrução de investigações relacionadas à Operação Zargun.
A Operação Zargun foi deflagrada em setembro e visa desmantelar conexões entre o crime organizado e a política fluminense. Em uma ação anterior, no dia 3 de dezembro, Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), foi preso por supostamente ter vazado informações da operação. Bacellar teria alertado o ex-deputado estadual TH Joias, acusado de ser um dos representantes políticos do Comando Vermelho na Alerj.
De acordo com as investigações, TH Joias estaria intermediando a compra e venda de drones e armamentos para membros do Comando Vermelho, a principal facção criminosa que atua no estado do Rio de Janeiro. A PF apurou que o vazamento das informações para Rodrigo Bacellar ocorreu por meio do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, que é relator do caso no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2).
Mensagens trocadas entre Bacellar e Thiego Raimundo, conhecido como TH Joias, foram analisadas e indicam uma conversa entre eles um dia antes da operação. Essa troca de mensagens reforça a conexão entre os envolvidos e a gravidade das ações que estão sendo investigadas.
A operação Unha e Carne se insere em um contexto mais amplo de combate à corrupção e ao crime organizado no Brasil, evidenciando os desafios enfrentados pelas autoridades no enfrentamento de práticas ilícitas que envolvem não apenas o crime comum, mas também a corrupção nas esferas públicas.
O desdobramento das investigações e as consequências legais para os envolvidos ainda estão em andamento, com a expectativa de que mais informações sejam reveladas à medida que a operação avance.





