Deputado Thiago Rangel é preso em operação da Polícia Federal no RJ

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Na manhã desta terça-feira (5), Thiago Rangel, Deputado Estadual pelo Rio de Janeiro, foi preso durante a quarta fase da operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal. Esta etapa da operação visa desarticular uma organização criminosa que se dedica a fraudes em processos de compra de materiais e serviços, incluindo obras de reforma na Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro.

A operação envolve o cumprimento de sete mandados de prisão preventiva, sendo um deles contra Thiago Rangel, além de 23 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana. Entre os alvos da ação está Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). As ordens judiciais foram emitidas pelo Supremo Tribunal Federal.

Thiago Rangel Lima, nascido em julho de 1986 em Campos dos Goytacazes, é empresário do setor varejista. Ele já ocupou cargos importantes, como Superintendente Regional do Instituto de Pesos e Medidas (IPEM-RJ) e Diretor de Fiscalização no Departamento de Transporte Rodoviário (DETRO-RJ), onde trabalhou na modernização da frota de transporte coletivo nas linhas intermunicipais do Estado.

Em 2020, Rangel foi eleito vereador em Campos dos Goytacazes, destacando-se como o mais votado do seu partido. No ano seguinte, 2022, ele conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro pelo Partido Podemos, obtendo 31.175 votos.

Esse não é o primeiro enfrentamento de Thiago Rangel com a Polícia Federal. Em 2024, a PF já havia realizado mandados de busca e apreensão na Operação Postos de Midas, que investigou crimes como organização criminosa, fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro. Na ocasião, foram apreendidos R$ 160 mil em espécie, um veículo de luxo blindado, celulares, computadores e documentos relevantes para a investigação.

Na época, a defesa do deputado negou qualquer envolvimento dele com os crimes investigados. A prisão de Rangel agora marca um novo desdobramento nas investigações que afetam a política fluminense e reforça a atuação da Polícia Federal em casos de corrupção e fraudes no setor público.