André do Prado foi escolhido pelo PL para representar o partido na disputa por uma vaga ao Senado pelo estado de São Paulo. A definição ocorreu durante uma viagem do político e de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, aos Estados Unidos, onde se encontraram com Eduardo Bolsonaro. O apoio de Eduardo, que já havia sido considerado um nome forte, foi fundamental para a escolha de Prado, que já contava com a preferência do presidente do PL Nacional.
A articulação para a escolha de André do Prado começou no final de abril e foi finalizada no início deste mês. Sua seleção para a candidatura ao Senado destaca dois aspectos relevantes: a saída de Eduardo Bolsonaro da disputa, após um período fora do país, não diminuiu sua influência nas decisões do partido; e a preferência de Jair Bolsonaro pelo vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo, não se concretizou.
Nos bastidores, a análise é de que a direita paulista está priorizando candidatos com reais chances de vitória, o que envolve alinhamento político e uma estrutura eleitoral sólida. Nesse contexto, o nome de André do Prado surge como parte de uma estratégia planejada, ao invés de uma escolha feita por improviso.
A estrutura de campanha é um fator crucial em um estado com 645 municípios, onde uma eleição majoritária exige uma presença organizada em todo o território. Especialistas afirmam que campanhas com uma base municipal forte têm uma capacidade maior de mobilização, especialmente nas fases finais, quando o voto se consolida. André do Prado é conhecido por seu perfil de bastidor, com foco na articulação política e menos na exposição pública.
Sua trajetória política inclui passagens pela prefeitura de Guararema e diversos mandatos na Assembleia Legislativa de São Paulo, o que lhe confere um posicionamento central nas decisões políticas do estado, além de um trânsito consolidado entre diferentes esferas de poder. A menor exposição de Prado em comparação a outros candidatos pode ser uma vantagem, visto que o eleitorado tende a buscar candidatos com menor rejeição.
Pesquisas recentes indicam que candidatos com alta aceitação e baixa rejeição podem se beneficiar, principalmente quando há uma estrutura organizada para captar votos. O estrategista político Davi Morgado observa que a construção da candidatura de André do Prado se baseia em ativos menos visíveis ao público geral, como uma base municipal consolidada.





