Curitiba está prestes a receber uma proposta inovadora que visa a criação de "florestas de bolso", uma estratégia que busca aumentar a interação da população com a natureza e, ao mesmo tempo, amenizar os impactos do aquecimento global. A iniciativa, apresentada pela vereadora Laís Leão, pretende aprimorar a Política Municipal de Mitigação e Adaptação às Mudanças Climáticas.
As microflorestas urbanas, que podem ser instaladas em canteiros, terrenos baldios e áreas públicas pouco utilizadas, são uma solução prática e de baixo custo. De fácil implementação e com baixa necessidade de manutenção, essas florestas têm o potencial de transformar pequenos espaços urbanos em áreas verdes que beneficiam a comunidade.
Idealizada pelo botânico e paisagista Ricardo Cardim, a técnica das florestas de bolso é justificada pela vereadora Laís Leão, que afirma que a vida agitada nas grandes cidades muitas vezes impede o contato com a natureza. "As florestas de bolso trazem a natureza para a rotina da população e ainda reduzem as ilhas de calor e os alagamentos. Quem não fica mais leve, mais tranquilo, quando vê árvores grandes, flores e passarinhos cantando a caminho do trabalho?", destacou.
Um exemplo prático é uma microfloresta de apenas 15 m², que pode proporcionar efeitos significativos na qualidade ambiental da cidade. Essas pequenas florestas replicam, em menor escala, o funcionamento das florestas tropicais, contribuindo para a sombra, a melhoria do ar e a promoção da fauna local.
O projeto de lei enfatiza que soluções como as microflorestas são particularmente relevantes em cidades consolidadas como Curitiba, onde a competição por espaço exige abordagens inovadoras que possam ter um grande impacto com investimentos relativamente baixos.
Além dos aspectos ambientais, as florestas de bolso têm o potencial de transformar terrenos baldios, que frequentemente geram insegurança e desconforto, em locais de convivência e bem-estar. Estudos indicam que esses espaços podem trazer benefícios para a saúde mental da população.





